Trecho de uma musica que faz parte de minha vida há muitos anos, reflete saudosismo e remete sempre a uma realidade surreal, latente e perseguidora! Punhaladas na alma inquieta , pancadas secas na realidade que assombra em alguns instantes!
Tenho saudades de mim, tenho me procurado por aí...tinha me encontrado e me perdi novamente! Meu norte se apagou, a agulha gira agora sem sentido, assim como meus pensamentos, a beira do penhasco vislumbro o sol, alaranjado e confortante, mas nao sei como pega-lo!
Conquistas e derrotas, um perfeito desequilíbrio.
Saches de cravos pelo armário, porta retratos derrubados em silencio, testemunhas silenciosas de que um dia foi correto, e hoje apontadores incontestáveis de que falhei, símbolos da dor, orientes da ressurreição , essa que custa a se manifestar num acorde sem fim e sem tom!
Na rua , enquanto sorvo uma lata de cerveja um vagabundo se aproxima e me pede por roupas, pois não queria chegar ao encontro de sua Dulcineia, sim esse era o nome, com seus trajes sujos, já alem de sua embriaguez!
Reflito sobre o mundo e sobre a vida, o real, o surreal e a fantasia se fundem no dia a dia, sentado vejo tudo passar e vou processando sem entender muito bem! Ja nao sei mais quem sao os loucos ou os vagabundos! Mera questão de ponto de vista, pois me surpreendo com a ignorância dos grandes e com a sabedoria dos pequenos! Um tiro de bacamarte sem munição, apenas a pólvora fazendo barulho, incomoda mas não machuca.
Onde foram todos? Caminhos a seguir nem sempre sao bons quando se pensa nas boas coisas que atras deixou, saudades é algo complicado, ventos nas velas nem sempre levam ao destino promissor!
Sem dores latentes, apenas a busca do belo, do que foi bom, uma pitada de saudosismo e saudades não faz mal a ninguém, apenas constrói e esculpe as escadas de seu futuro !
Há quem diga que todas as noites sao sonhos, e os dias sao reais, será?

